Modalidades

Atividades Turismo de Aventura

(Fonte: ABETA – Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura)

www.abeta.com.br

São mais de 25 atividades de aventura oferecidas no Brasil.

As dicas abaixo devem ser seguidas sempre.

Caminhada e caminhada de longo curso
“Atividade de turismo de aventura que tem como elemento
principal a caminhada.” (ABNT)
De longo curso: “Caminhada em ambientes naturais,
que envolva pernoite.” (ABNT)
Caminhada
Por: Rafael Marques

Principais riscos:

Os principais riscos são escoriações, quedas de desnível, fraturas e luxações.

A atividade é pouco indicada para pessoas sedentárias ou sem condicionamento físico adequado.

Normas técnicas referentes

  • ABNT NBR 15398 – Turismo de aventura – Condutores de caminhada de longo curso – Competências de pessoal
  • ABNT NBR 15505-1 – Turismo com atividades de caminhada
    Parte 1: Requisitos para produto
  • ABNT NBR 15505-2 – Turismo com atividades de caminhada
    Parte 2: Classifi – cação de percursos

Dicas de Segurança

  • Informe-se sempre sobre as condições da caminhada: distância, tempo da caminhada e tipo de terreno e clima da região.
  • Alongue-se antes de caminhar.
  • Use sempre roupas e calçados confortáveis e adequados às condições climáticas do local.
  • Use protetor solar e proteja a cabeça com bonés ou chapéus.
  • Beba água sempre (mesmo antes de sentir sede).

Cicloturismo


“Atividade de turismo que tem como elemento principal a realização de percursos de bicicleta.” (ABNT)
Cicloturismo
Canionismo
Por: Brasil by Bike

Principais riscos:

O excesso de velocidade ou às manobras arriscadas. Quedas com hematomas, fraturas e luxações podem acontecer.

O maior risco são os acidentes de trânsito.

Normas técnicas referentes

  • ABNT NBR 15509-1 – Cicloturismo – Parte 1: Requisitos para produto
  • Projeto de Norma Cicloturismo – Parte 2: Classifi cação de percursos (em desenvolvimento).

Dicas de Segurança

  • Sinalize suas ações para outros veículos e dê a preferência aos pedestres.
  • Cuidado com o excesso de sol.
  • Em estradas (asfaltadas ou não). pedale no acostamento e evite ao máximo as mais movimentadas.
  • Jamais pedale na contramão.
  • Fique sempre atento aos carros, eles são o maior perigo.
  • Evite altas velocidades, principalmente em descidas íngremes.
  • Use capacete SEMPRE, por mais simples que seja o passeio.
  • Use roupas claras para ficar mais visível à noite.

Cavalgada

“Atividade turística oferecida comercialmente, onde o eqüino ou muar
é o meio de transporte e um dos principais atrativos.” (ABNT)
Cavalgada
Por: Daniel de Granvile

Principais riscos:

Não subestime os riscos inerentes às cavalgadas. Cortes, arranhões, assaduras e queda do animal podem acontecer.

Lembre-se que o cavalo é um ser vivo e pode ter reações imprevisíveis pelos mais
diversos motivos.

Normas técnicas referentes

  • ABNT NBR 15507-1 – Turismo eqüestre – Parte 1: Requisitos para produto
  • ABNT NBR 15507-2 – Turismo eqüestre – Parte 2: Classificação de percursos

Dicas de Segurança

  • Deve-se evitar passeios por trilhas escorregadias ou em dias de chuva.
  • Risco de coice entre os animais pode ser perigoso.
  • Podem acontecer mordidas, caso não esteja atento.
  • Verifique se o animal está manco.
  • Fique atento ao excesso de carrapatos.
  • Certifique-se que o condutor conhece os animais da tropa sob sua responsabilidade, sendo capaz de prever sua reação.
  • Deixe o animal se hidratar durante o percurso.
  • Os arreios deverão estar em perfeito estado de conservação.
  • Atenção para não prender os pés nos estribos.
  • As barrigueiras e os estribos deverão ser reajustados com o cavaleiro já montado, garantindo-se que estejam sufi cientemente firmes.
  • É recomendável o uso de capacete.


Rafting

“Descida de rios desbravando belas corredeiras em botes infláveis.”
Rafting
Por: Praia Secreta Expedições

Principais riscos:

O maior risco dentro desta atividade é o de afogamento. Pode ocorrer também choques contra pedras, galhos e outras embarcações, ocasionando lesões como fraturas e uxações.

Normas técnicas referentes

  • ABNT NBR 15370 – Turismo de aventura – Condutores de rafting – Competências de pessoal.

Dicas de Segurança

  • Pratique rafting SEMPRE com capacete e colete compatível com seu peso.
  • Preste bastante atenção às instruções do condutor antes do passeio.
    Essas instruções serão fundamentais para a sua segurança.
  • O condutor do seu bote é o comandante da embarcação. Obedeça rigorosamente aos seus comandos.
  • Se cair do bote, mantenha a calma e siga as orientações. Nunca tente pisar no fundo do rio. Você será retirado da água em breve.

Espeleoturismo

Atividades desenvolvidas em cavernas (grutas, lapas, tocas e afins), oferecidas comercialmente, em caráter recreativo
e de finalidade turística.” (ABNT)
Espeleoturismo
Por: Alvaro Barros

Principais riscos:

A cheia repentina de rios em função de chuvas pode causar acidentes. Pisos escorregadios e instáveis podem causar quedas e é comum pancadas com a cabeça em ornamentações e tetos baixos. Por isso, use capacete. Trechos estreitos podem causar entalamentos.

A falta de luz natural também contribui para acidentes.

Normas técnicas referentes

  • ABNT NBR 15399 – Turismo de aventura – Condutores de espeleoturismo de aventura – Competências de pessoal
  • ABNT NBR 15503 – Turismo de aventura – Espeleoturismo de aventura – Requisitos para produto

Dicas de Segurança

  • Não entre em cavernas com rio se houver previsão de chuva.
  • Certifique-se que sua vestimenta está adequada às condições da caverna. Em cavernas frias e molhadas roupas comuns não servem.
  • Verifique se sua iluminação é efi ciente. A iluminação deverá estar sempre acoplada ao capacete para manter as mãos livres.
  • Tenha sempre uma lanterna reserva.
  • Não aceite capacetes inadequados e adaptados. Capacete de obra não é para espeleoturismo.
  • Em passagens expostas, com risco de quedas de altura, exija procedimentos de segurança com cordas.
  • Não corra e nem salte entre as pedras, você pode escorregar.
  • Em cavernas verticais (abismos), todo cuidado é pouco. Devem ser seguidos procedimentos bem mais complexos do que em cavernas horizontais. Fique atento!


Canionismo e Cachoeirismo


Canionismo:
“Descida de cursos d’água usualmente em cânions, sem embarcação, com transposição de obstáculos aquáticos, horizontais ou verticais.” (ABNT)
Cachoeirismo:
“Descida de quedas d’água, seguindo ou não o curso d’água,
usando técnicas verticais.” (ABNT)
Canionismo e Cachoeirismo
Canionismo
Por: Alvaro Barros
Cachoeirismo
Cachoeirismo
Por: Ion David

Principais riscos:

Os cânions são normalmente locais inóspitos com poucas possibilidades de escape, portanto um dos principais riscos é a cheia dos rios em caso de chuvas fortes.

A experiência do condutor e a observância dos níveis de difi culdade adequados a cada participante são pré-requisitos para uma atividade segura. Afogamento, queda de altura, torções no pé e hipotermia são riscos comuns no canionismo.

Normas técnicas referentes

  • ABNT NBR 15400 – Turismo de aventura – Condutores de canionismo e cachoeirismo – Competências de pessoal
  • Turismo de aventura – Técnicas Verticais – Requisitos para produto e procedimentos (em fase de publicação)

Dicas de Segurança

  • Canionismo e cachoeirismo são atividades aquáticas, portanto muito cuidado com a água! Não subestime o afogamento e a hipotermia.
  • Desloque-se com muito cuidado nos trechos de caminhada em pedras molhadas.
  • Rapel em cachoeiras não é igual a rapel em locais secos. Lembre-se disso e exija técnicas e equipamentos específi cos do canionismo.
  • Use roupa de neoprene sempre que a temperatura da água e do ar for baixa.
  • Exija uma segurança extra durante o rapel. Apenas uma pessoa tencionando a corda embaixo da cachoeira pode não ser sufi ciente.
  • Evite malabarismos desnecessários durante o rapel. Ficar de cabeça para baixo, pendular e saltar só compromete a segurança.
  • Cuidado com os poços profundos no fim das cachoeiras.
  • Prenda os cabelos e evite roupas largas e acessórios que possam se prender ao freio de descida.

Rapel e Tirolesa

“Produto em que a atividade principal é a descida, em ambientes secos, em corda utilizando procedimentos e equipamentos específi cos.” (ABNT)
Rapel
Rapel
Por: Nas Alturas
Tirolesa: “Produto em que a atividade principal é o deslizamento do cliente em uma linha aérea ligando dois pontos afastados na horizontal ou em desnível, utilizando procedimentos e equipamentos específi cos.” (ABNT)
Tirolesa
Tirolesa
Por: Ju Francisco

Principais riscos:

Erro na equipagem do cliente, no manuseio do equipamento e na segurança durante a descida são os maiores riscos, podendo ocasionar quedas e, conseqüentemente, lesões graves.

Normas técnicas referentes

  • Turismo de aventura – Técnicas Verticais – Requisitos para produto (em fase de publicação)
  • Turismo de aventura – Técnicas Verticais – Procedimentos (em fase de envio para consulta nacional)

Dicas de Segurança

  • Certifique-se de que os equipamentos estão em bom estado de conservação. Questione equipamentos sujos, mal cheirosos ou visivelmente desgastados.
  • Capacete é obrigatório.
  • Cheque seu equipamento e o de seus companheiros (mesmo que mais experientes). Verifique se as fivelas das cadeirinhas e a trava dos mosquetões estão fechadas.
  • Nunca tenha pressa para se equipar ou entrar em um rapel.
  • Na dúvida levante suas questões com as pessoas mais experientes e condutores.
  • Use sempre auto-seguro duplo (equipamento) e nunca fique solto próximo a locais com risco de queda.
  • Exija uma segurança extra durante o rapel. Apenas uma pessoa tencionando a corda embaixo do desnível pode não ser suficiente.
  • Evite malabarismos desnecessários durante o rapel. Ficar de cabeça para baixo, pendular e saltar só compromete a segurança.

Arvorismo

“Locomoção por percursos em altura instalados em árvores
ou em outras estruturas.” (ABNT)
Arvorismo
Por: Parque e Campo dos Sonhos

Principais riscos:

Como toda atividade realizada em altura, o arvorismo tem como principal risco a queda do participante (que pode ser até o chão, ou queda parcial com impacto
forte provocado por pêndulo ou tranco).

Os riscos secundários são pequenos machucados e lesões ao subir na escada de acesso ou mesmo escorregar nas pontes (arranhões ou torções).

Normas técnicas referentes

  • Turismo de aventura – Parque de arvorismo -
    Parte 1: Requisitos das instalações físicas (em fase de publicação)
  • Turismo de aventura – Parque de arvorismo
    Parte 2: Requisitos de operação (em fase de publicação)

Dicas de Segurança

  • Verifique a qualidade e a procedência dos equipamentos.
  • Cheque sempre se todos os materiais de montagem são apropriados e estão em boas condições para serem usados.
  • Verifique a saúde da árvore e seu entorno.
  • Verifique se a empresa usa sistema de essegurança redundante em todas as ancoragens feitas na montagem.
  • Nunca praticar a atividade em dia de chuva com raios ou com ventos fortes.
  • Os equipamentos de proteção individual devem estar completos (capacete, cadeirinhas, mosquetões, fitas e polias) e em bom estado.
  • Verifique sempre a procedência e a qualidade da empresa ou grupo que está promovendo a prática do arvorismo. A experiência dos condutores também é fundamental na operação da atividade.
Aqua Ride/Acquaride
Arvorismo
Por: Parque dos Sonhos

Acquaride (de acqua ride = passeio aquático) é um esporte de aventura.

Consiste em descer corredeiras sobre uma camâra de ar em formato ovalado, com alças para o atleta se segurar. Não são utilizados remos e sim as mãos como propulsores. Luva e capacete são equipamentos de segurança obrigatórios.

História do esporte

O acqua ride nasceu de uma brincadeira popular brasileira, um folclore. Onde tem rio, (vírgula) o homem se sente atraido pela força das aguas.

No Brasil, o equipamento inicial eram camaras de ar, caracterizando assim o desporto como insuflavel e individual. Ai nasceu o nome acqua ride, “cavalgar na agua”.acqua (do latin) agua e ride (do ingles) cavalgar, “andar sobre…”

1983- Primeiro Campeonato Brasileiro de Acqua Ride, PETAR(Parque estadual turistico do Alto Ribeira),IPORANGA, SAO PAULO.Dai para frente, todos os anos tiveram a etapa anual , dando inicio a evolução de tecnicas e equipamentos direcionados para o esporte.

1990 – A Acqua Ride Equipamentos iniciou o desenvolvimento das primeiras capas, luvas e protecoes direcionadas pra o esporte.

1997 – Criada a ABAR (associação brasileira de acqua ride) que organizou e regulou os campeonatos – com categorias formadas e circuito com etapas a cada 3 meses.Buscou também junto a CBCa, (confederação brasileira de canoagem) ,FPCa (Federação paulista de canoagem) e ABAE ( associação brasileira de esportes de aventura) o reconhecimento do acqua ride como um esporte da canoagem.

2000 – O bote inflavel foi desenvolvido pela Acqua Ride Equipamentos, a qual detem a patente do mesmo, produzindo os mais rapidos botes de competição.

No inicio o acquaride era chamado de bóia cross e não era considerado um esporte era ápenas uma brincadeira de garotos ousados que se aventuravam nas corredeiras de rios usando câmaras de pneus de caminhão, mas com o tempo o números de adeptos do bóia cross foi aumentando desenvolvendo assim equipamentos específicos.A câmara de ar foi revestida e foram imbutidas com alças de segurança, para remar se utiliza os próprios braços e para isso foi desenvolvida uma luva especial para auxiliar nos movimentos, essa versão mais desenvolvida do bóia cross se chama acqua ride.

 

Windsurf
Windsurf
Por: Kanaloa
O windsurf, windsurfe ou prancha à vela é uma modalidade olímpica de vela. No mundo, o Havaí, Ilhas Canárias e praias do Caribesão considerados ótimos lugares para a prática do windsurf. É praticado com uma prancha idêntica à prancha de surf e com uma vela entre 2 e 5 metros de altura e consiste em planar sobre a água utilizando a força do vento

 

Origem

Velejadores na prática do esporte.

Criado pelo casal Newman e Naomi Darby na década de 1960, surgiu o protótipo do Windsurf. No entanto, a criativa idéia não foi bem recepcionada, e o casal desistiu da invenção antes de patenteá-la. Alguns anos mais tarde, em 1965, Hoyle Schweitzer (empresário e surfista) e Jim Drake (engenheiro aerospacial e velejador), dois amigos que procuravam unir características do surf com o velejo, patentearam o equipamento em 1968 e o batizaram de windsurf. Actualmente existem muitos websites e blogs que divulgam a modalidade (ex. www.windaddicts.blogspot.com).

Equipamento

Windsurfer em Podersdorf.

O equipamento de windsurf é formado por vários itens:

Mastro: monta e dá forma à vela;

Retranca: é o interface entre a vela e o praticante, permite que este direccione e segure a vela;

Vela: permite capturar a força do vento e fazer com que a prancha se desloque; A vela pode ter vários tamanhos, desde medidas pequenas EX (3.0m2), Medias EX(7.0m2) e Grandes EX(12.5m2) e formatos de acordo com a modalidade (ex:ondas, regatas, etc…);

Pé de mastro: peça móvel que liga o mastro à prancha e permite que este se mova em todas as direcções;

Quilha ou Fin: encontra-se fixo na parte inferior da popa da prancha e permite que a prancha se desloque na direcção que queremos, sem a quilha a prancha fica sem controle, e não é possivel deslocar-se de forma perpendicular ao vento;

Patilhão: nas pranchas de aprendizagem é comum existir um patilhão a meio da prancha à semelhança dos barcos de vela, que aumenta a estabilidade e facilita a aprendizagem, nomeadamente do velejo em bolina (contra o vento).

Prancha: é ela que faz o interface entre o praticante de Windsurf e a água, existem diferentes tamanhos e tipos de pranchas, sendo classificadas de acordo com o seu volume (em litros), largura e tipo de modalidade (ex:ondas, regatas, etc…);

Alça ou Footstrep: encontram-se fixos à popa da prancha, para o praticante colocar os seus pés quando a prancha está a planar (velejando em alta velocidade);

Trapézios ou Cabos de arnês: encontram-se fixos à retranca por forma a permitir a utilização do arnês;

Arnês: equipamento vestido pelo praticante que permite utilizar o peso corporal do mesmo, transmitindo-o à retranca através do trapézio, desta forma não é necessário fazer tanta força com os braços;

Extensor: Utilizado para deixar a vela esticada quando o mastro não tem o comprimento necessário para a vela;

Windsurfer em Boiro, Galiza.

Manobras

  • Batida: ser jogado de volta a base da onda por sua crista, favorecendo a execução de novas manobras.
  • Batida 360: o velejador faz a prancha se desgarrar da onda, girar 360º no ar e voltar no mesmo sentido em que seguia.
  • Front Looping ou Back Looping: ir de encontro a parede da onda com velocidade, projetar no ar a prancha para dar um giro de 360º para frente ou para trás, respectivamente.
  • Aero jibe: projetar a prancha para cima e, aproveitando a força do vento, virá-la para o lado oposto.
  • Laydown jibe: completar uma curva de 180 graus com a vela paralela a água para neutralizar a força do vento.
  • Jump jibe: ir quase perpendicular ao vento, dar um pequeno salto (usando uma onda ou marola), girando a prancha aproximadamente 180º e jogando a popa a favor do vento, voltando praticamente no sentido oposto do inicial.
  • Jibe: curva a favor do vento.
  • Bordo: curva contra o vento.

Categorias

Freestyle

É a categoria mais agitada do windsurf. A maior atração é o looping, o movimento mais arriscado, que consiste em usar as ondas como trampolim para se lançar, junto com a vela e a prancha, em seguida dar uma cambalhota de 360 graus sobre si mesmo e voltar a água na mesma posição de antes. Alguns atletas conseguem fazer o double-loop, duas voltas no ar antes de voltar à água. Algumas competições desta categoria são indoor. O windsurf indoor é realizado em tanques rodeados por potentes ventiladores em ginásios de grande porte. O velejador Kauli Seadi, Ricardo Campello e Browzinho já foram campeões na categoria jump, aonde o velejador salta uma rampa com um buraco dentro pra quilha passar.

Kids

Além das pranchas de adultos, já estão sendo produzidas pranchas para crianças. Por exemplo, a Prancha Fórmula é muito volumosa, mas na forma Kids ela é ideal para as crianças.

Wave

A categoria wave é disputada nas ondas, similar a um campeonato de surf. Os velejadores fazem manobras nas ondas e saltos indo contra as ondas ,juízes decidem a pontuação e a colocação dos atletas na competição. O brasileiro Kauli Seadi sagrou-se campeão mundial nesta categoria em 2005]], 2007 e 2008.

Super X

O super X foi criado para criar um espetáculo e chamar a atenção do público para as competições. É uma regata com bóias que os velejadores tem que saltar por cima, quem cruza a linha final primeiro é o vencedor. Além disso há manobras obrigatórias que os velejadores tem que executar em cada perna da regata como o looping e o duck-jibe.

Formula

A mais técnica de todas as categorias. A prática desta se dá em pranchas mais volumosas e com velas maiores. As competições são similares as regatas de grande porte com bóias a barla e sota vento. É a categoria dentro do windsurf como a F1 no automobilismo, é aquela que o equipamento mais desenvolvido, os materiais mais tecnológicos, são apresentados e utilizados nas competições.

No Brasil são competidores na Formula atletas como Paulo Dos Reis, Wilhelm Shurmann, Gabriel Browne. Que respresentam o pais em inumeras competições internacionais, liderando o ranking mundial ano após ano.

Formula Experience

A Formula Experience é uma Classe filiada na ISAF – International Sailing Federation. É uma Classe para velejadores que se desejam iniciar na Formula Windsurfing – o patamar mais alto da competição race.

O equipamento desta Formula é constituido por uma prancha fabricada com materiais menos nobres para que o preço se torne mais atractivo para o praticante. No entanto, a Formula Experience não se resume a uma prancha económica. É efectivamente uma prancha performante, muito próxima da prancha de alta competição.

Enquanto isso, a Classe impõe um conjunto de restrições em termos de vela, mastro e retranca tornando esta Fórmula muito popular, capaz de trazer muitos praticantes ao desporto, situação que de outra forma seria difícil para os interessados.

A Formula Windsurfing é uma Classe destinada aos jovens, mas também para todos aqueles que apesar da idade desejam praticar este desporto de forma descontraída.

O primeiro Campeonato Oficial desta Formula foi realizado em Portugal, Costa de Caparica, em 2003 juntou velejadores dos cinco continentes e foi organizado pelo Overpower Club.

Cuidados

Procure sempre um instrutor ou escola especializada para começar o desporto. Nunca subestime os ventos nem o mar: quando não tiver segurança para praticar o desporto, não arrisque. O instrutor de windsurf Pedro Rodrigues recomenda ainda que o praticante não se afaste muito da costa e, sempre que possível, leve um celular para emergência. “Nunca saia sozinho sem avisar alguém em terra”, completa o mesmo. Nunca navegue com ventos de off-shore, ou seja, com ventos na direcção do mar. Torna-se muito perigoso porque o praticante dificilmente conseguirá chegar a terra.

Benefícios para o corpo

O windsurf é uma atividade física que desenvolve a resistência muscular. São trabalhados os músculos das pernas, braços e costas.A prática inadequada pode causar dores na região lombar, por isso é importante orientação para os iniciantes.

O Windsurf no Brasil

O esporte é organizado pela Confederação Brasileira de Vela e Motor, mas existem também a Associação Brasileira de Windsurf que atua de forma mais específica na regulação e promoção do windsurf no Brasil.

No Brasil destacam-se algumas localidades para a prática do windsurf tais como: Vitória no Espírito Santo, Búzios e Araruama no Rio de Janeiro, Praia de Búzios e São Miguel do Gostoso no Rio Grande do Norte, Rio Grande, Tapes e Osório no Rio Grande do Sul, Ilhabela em São Paulo, Ibiraquera e Florianópolis em Santa Catarina, e Fortaleza , Jericoacoara no Ceará, Três Marias em Minas Gerais e a Lagoa dos Ingleses em Nova Lima.

 

Turismo fora de estrada
 

Descrição

O turismo fora de estrada é uma modalidade turística que abrange atividades cujo elemento central é a realização de percursos em vias não-convencionais a partir da utilização de veículos automotores e Bike, mesmo que tal percurso eventualmente inclua trechos em vias convencionais.
Como atividades de Turismo de Aventura, o fora de estrada em 4 x 4, Motos, Quadricíclos, Bike, etc, é ofertado por empresas com a presença de um condutor que levará os passageiros aos Destinos. Esses passeios turísticos permitem ao passageiro apreciar cenários, flora e fauna, aventurando-se por terrenos e situações variadas (trilhas, estradões de terra, travessias de rio, areia, etc.), passando por vilas, monumentos e locais de grande beleza e de interesse históricos e restaurantes típicos entre outros.

 

Escalada
 
Escalada
Por: Alvaro Barros

Escalada ou varapa [1] é uma técnica desportiva cujo fim é atingir o cume de uma parede rochosa, de um bloco ou de um muro de escalada. O terreno vai de alguns metros para o bloco ou o muro de escalada, até a centenas de metros para as paredes rochosas.

Esta técnica também pode ser utilizada no alpinismo segundo as dificuldades encontradas no terreno.

História

Na origem, a escalada aparece como uma actividade derivada do montanhismo e utilizada como treino para corridas de alpinismo. A escalada como pratica desportiva aparece no século XIX em Dresden na Alemanha de Leste, e no (“Lake District“) na Inglaterra

Durante um século o material evolui ao ritmo da capacidade do escalador e vice-versa e a cada época corresponde uma classificação do nível de dificuldade. Existem várias escalas de graduação sendo as mais conhecidas as escalas de Fontainebleau e de Hueco Tanks. Na primeira a classificação progrediu da seguinte maneira: 1913, nível 5 ; 1917, nível 6 ; 1970, nível 7 ; 1983, nível 8 ; 1991, nível 9… O aparecimento das muros de escalada a partir de 1960 um real impulso ao conhecimento desta prática como à sua evolução desta disciplina.
No Brasil utiliza-se um tipo de graduação mista, numa combinação entre números,letras e algarismos romanos, que acompanha sensivelmente a escala francesa (Fontainebleau). Exemplos: 6 ( grau geral da via), VIIc (grau do lance mais difícil), A2 (grau do lance em artificial, se existente), E3 (grau da exposição da via), D3 (duração estimada da via) e 500 metros (tamanho da via).

Escalada numa cascata de gelo

Práticas e termos

Distinguem-se diferentes práticas segundo o local, o terreno, o método utilizado e o tipo de equipamento nos SNE Sítios Naturais de Escalada, do francês Sites Naturels d’Escalade. [2].

Entre as diferentes variedades de escalada há duas classificada de extrema ou radical. É o caso da chamada solo (em baixo) e a da cascata de gelo, da imagem.

Equipamento

O equipamento, conjunto de vestuário e utensílios de um atleta, serve para a segurança do escalador e para o ajudar na sua progressão. O que se poderia chamar de equipamento de base compreende : corda [3], piolet, pitões, crampons, mosquetões, sem mencionar as indispensáveis botas e a mochila.

O material empregue varia segundo o terreno e utiliza, por exemplo, sapatos de escalador (e não de botas), arnês,costuras, gri-gri, camalot, etc. [4]

Escalada livre vs artificial

Escalada em parede artificial

  • na escalada livre, a corda e outros equipamentos só servem para se assegurar a segurança do escalador. As saliências do terreno são os únicos apoios para progredir na ascensão, logo o escalador só usa os seus próprios meios (mãos e pés) para poder progredir na parede.
  • na escalada artificial o material serve não só para segurar o desportista mas também para o ajudar na progressão, utilizando os pontos de segurança para se içar ou passar situações difíceis. Esses pontos de segurança podem distar entre si desde pouco mais de 1 metro até distâncias superiores a 15 metros (“grau de exposição”), determinada por aquele que abriu a via, e que não deve ser alterada sem o consentimento do mesmo,por questões de ética.

 Muros de escalada

O termo geralmente empregue para designar este tipo de muro de treino é o (EAE) – Estrutura Artificial de Escalada – em francês Structure Artificielle d’Escalade (SAE). Este tipo de escalada, feitas de estruturas artificias em madeira ou betão, é empregada principalmente como local de treino, ou nas regiões planas e/ou cidades desprovidas de SNE, pelo que muitas vezes se encontrem destro de salas (indoor) e raramente no exterior.

Boulder

A escalada de boulder consiste em subir uma rocha ou um muro de treino em que se privilegia mais a força física de explosão em detrimento da resistência física. Regra geral, os problemas de bloco envolvem poucos passos. É comum o recurso a crashpads para minimização dos efeitos de uma possível queda do escalador.

Escalada desportiva

A escalada de falésia (desportiva) consiste em escalar vias em rocha – raramento, muro de treino – com uma altura considerável, onde é privilegiada a resistência física do atleta. Em geral, a escalada de falésia é feita com recurso a vários equipamentos de segurança.

Escalada móvel

Existem escaladas conhecidas como móveis, pela não existência de pontos fixos de segurança colocados na parede (grampos), pelo que é da competência do escalador criar os seus próprios pontos de segurança com recursos de materiais especiais camalot, nuts, etc.

Solo

Em qualquer um destes tipos de escalada acima mencionados (escalada livre ou artificial), regra geral, o escalador encontra-se preso por uma corda dinâmica. Há, no entanto quem prefira não usar qualquer tipo de segurança. É o que se chama “solo”.

Riscos

Desporte a risco, o conhecimento das técnicas da escalada é obrigatório a todos que desejam praticá-lo, dando preferência para cursos homologados pelas associações ou federações de escalada, como: FEMERJ, FEMESP, AGUIPERJ, CLUBES EXCURSIONISTAS, etc.

Galeria

  • Solo

  • Escalade no Céou, Dordogne, France

  • Escalada nas “The Roaches”, Staffordshire, Inglaterra

  • Escalada em Amellago, Mareocos

 

Canoagem
 
Canoagem
Por: Circuito Serra do Cipó 

A canoagem é um desporto náutico, praticado com canoa ou caiaque, sendo modalidade Olímpica desde 1936.

História

As canoas foram desenvolvidas no transcurso de milhares de anos primeiramente pelos povos nativos da América do Norte. A palavra que conhecemos hoje (canoa) deriva da palavra Kenu, que significa dugout, um tipo de canoa feito de tronco de árvore. Por muitos anos (e até mesmo hoje), foi o meio de transporte mais usado na colonização da América do Norte, Amazonas e Polinésia.

Características dos caiaques e canoas

  • Caiaques com cascos com esta formatação tem grande estabilidade e suportam muito peso, são apropriados para principiantes.
  • Para descidas de rios com águas agitadas, os caiaques devem ter baixo volume casco de perfil arredondado e linha de quilha arqueada, que proporciona extrema maneabilidade.
  • Esta combinação de formato de casco com uma linha de quilha moderada proporciona aos caiaques estabilidade, velocidade e agilidade típica de embarcações destinadas a percorrer longos percursos nos mares e grandes rios. São caiaque fáceis de manobrar embora tenham grande comprimento.
  • Com um formato próximo ao piramidal invertido, esta configuração de casco aliada a uma linha de quilha recta é destinada a barcos para competições de velocidade. Requer do remador extrema habilidade pois a instabilidade do mesmo é muito grande, e qualquer descuido leva a uma capotada.
  • Para corridas em águas agitadas esta configuração é a mais adequada, em virtude da facilidade de se retornar a posição normal com facilidade mesmo estando o barco totalmente inclinado para a lateral.

Modalidades

Existem várias modalidades das quais se destacam o Freestyle, Canoagem Oceânica, Caiaque-Pólo, Maratonas, Canoagem Velocidade,Canoagem Slalom e por fim a canoagem de rapidos. As duas últimas modalidades olímpicas.

Canoagem velocidade (Sprint)

A Canoagem Velocidade é a disciplina mais conhecida da canoagem. Esta modalidade da Canoagem desenrola-se normalmente em canais construídos artificialmente, com 2.000 metros de comprimento e 3 metros de profundidade, sendo todo o percurso de nove pistas balizado. As competições disputam-se em embarcações muito elegantes e rápidas, mas muito instáveis, denominadas de: Caiaque (K1, K2 e K4) e Canoa (C1 C2 e C4). Nas canoas apenas competem os homens. A partir de 2007 a Federação Internacional de Canoagem reconheceu a prática da mulher na Canoa. O continente americano é pioneiro nessa modalidade.

Nos Jogos Olímpicos, realizam-se competições nas distâncias de 500 e 1000 metros. Em campeonatos mundiais e campeonatos continentais além das distâncias olímpicas realizam-se ainda competições de 200 metros. A modalidade é praticada em embarcações de 1, 2 ou 4 pessoas. Sendo praticada em Caiaque denomina-se de K1, K2 e K4 conforme o número de tripulantes da embarcação, sendo em Canoa denomina-se de C1, C2 e C4 respectivamente.

 

 Canoagem slalom

Modalidade olímpica desde 1992, a Canoagem Slalom é praticada com caiaques ou canoas em águas rápidas, em percursos que variam entre 250 e 300 metros, definidos por “portas”, que o canoeiro deve percorrer sem faltas e no menor tempo possível.

Pelas regras da modalidade, os canoistas devem passar por 18 a 25 “portas”, penduradas por arames suspensos, seguindo a sequência numérica e o sentido indicado nelas – a favor ou contra a correnteza. O percurso deve ser percorrido duas vezes (com a soma dos tempos) e penalidades equivalem a um determinado número de pontos.

Cada ponto é igual a um segundo de acréscimo no tempo final. Tocar com o corpo, a embarcação ou o remo numa das balizas da porta ultrapassada, por exemplo, equivale a uma penalidade de dois pontos. Irregularidades mais graves como puxar a “porta” intencionalmente, cruzar a “porta” na direcção inversa, deixar de passar por uma “porta” ou ultrapassar uma “porta” de cabeça para baixo são punidas com 50 pontos, o que significa um acréscimo de 50 segundos no tempo final. Vence quem fizer o percurso em menos tempo, incluindo todas as penalidades.

Nas Olimpíadas, a modalidade é disputada nas categorias K1 (M/F), C1 e C2. Nos Campeonatos Mundiais, existem provas disputadas por equipe, com três barcos de cada categoria. Veja as características dos barcos da Canoagem Slalom:

K1 – Caiaque para uma pessoa. Comprimento mínimo: 3,50 m. Largura mínima: 0,60 m. Peso mínimo: 9 kg. C1 – Canoa para uma pessoa. Comprimento mínimo: 3,50 m. Largura mínima: 0,65 m. Peso mínimo: 10 kg. C2 – Canoa para duas pessoas. Comprimento mínimo: 4,10 m. Largura mínima: 0,75 m. Peso mínimo: 15 kg.

Freestyle / Rodéu

O Freestyle é uma das mais recentes variantes da canoagem. Foi oficialmente reconhecida pela Federação Internacional de Canoagem em Outubro de 2004. O objectivo da competição de Freestyle é realizar num determinado tempo várias manobras com a embarcação numa onda de rio, e obter uma pontuação com base na quantidade de movimentos e variedade de figuras conforme uma tabela preestabelecida.

Canoagem oceânica

A Canoagem Oceânica é uma disciplina da canoagem que consiste em realizar um determinado percurso no mar. São utilizadas embarcações específicas, devido às variadas condições que se pode encontrar ao decorrer da prova.

Caiaque-pólo

O Caiaque-Pólo é uma disciplina de canoagem que se disputa numa área de jogo de 35 por 23 metros, delimitada em piscinas, rios ou lagos, e cujo objectivo consiste na marcação do maior número de golos na baliza adversária, que tem com um por 1,5 metros e está suspensa a dois metros da superfície da água.

Os encontros têm duas partes de 10 minutos e são disputados por duas equipas de cinco elementos (três suplentes com substituições ilimitadas), podendo a bola ser jogada com a mão ou a pagaia.

Canoagem maratona

A Canoagem Maratona disputa-se com as mesmas embarcações da Canoagem Velocidade, apenas diferindo no facto de serem mais leves. As competições realizam-se em distâncias superiores a 15 km. Durante a competição, os atletas são obrigados a realizar um ou mais percursos em terra correndo com a embarcação na mão, percurso durante o qual aproveitam para se alimentar e hidratar.

Turismo / Aventura

Turismo e aventura é uma especificidade da canoagem que não se enquadra nos padrões de desporto de competição. O objectivo principal desta variação é a aproximação do homem com a natureza favorecendo a compreensão da sua grandiosidade e consequentemente o respeito a mesma, transformando-os em agentes multiplicadores dessa acção. Ao mesmo tempo, na sua prática, não despreza os benefícios gerados pela actividade desportiva, pois nesta modalidade os envolvidos na grande maioria das vezes empregam seus esforços em “passeios” de longa distância que trazem enormes benefícios ao sistema cardio-pulmonar, requerendo dos praticantes que mantenham-se com um bom nível de aptidão física. Isso implica na manutenção de hábitos saudáveis de vida tanto no campo alimentar como em outras actividades físicas complementares que manterão seus níveis de força e capacidade cardio-pulmonar.

Os locais onde essa modalidade pode ser desenvolvida são os mais diversos: rios, represas, lagos, mares e oceanos (para os mais destemidos e experientes).

Deve-se escolher a embarcação mais adequada para a situação a ser enfrentada. Os caiaques do tipo oceânico são os mais propícios para remadas que envolvam longas distância, são rápidos e possuem compartimento de carga que permitem levar provisões. A canoa canadense, para águas abrigadas (rios, represas, lagos), são uma opção interessante, não são tão rápidas quanto os caiaques, mas possuem uma capacidade imensamente superior para o transporte de carga. Numa expedição que envolva vários dias, uma ou mais canoas canadenses são bem vindas, nelas poderão ser transportados equipamentos maiores além de acomodarem com conforto duas pessoas.

Canoagem onda

Modalidade que vem ganhando muitos adeptos nos últimos anos. No Brasil, se divide em duas classes: Kayak Surf e Waveski. No Kayak Surf, o atleta surfa dentro de um caiaque especialmente produzido para isso. O Waveski é praticado sobre uma prancha desenvolvida para ter melhor flutuação e estabilidade na onda. O praticante usa um remo com duas pás e fica preso à prancha por um cinto, mantendo os pés encaixados numa pedaleira junto ao bico. Muitas vezes a expressão Canoagem Onda é usada para identificar apenas o Kayak Surf.

 
Asa Delta
 
 
HistóriaO alemão Otto Lilienthal é considerado o pioneiro, pois desde 1871 se dedicava a construção de planadores que ele mesmo testava em um monte construído por ele e sua equipe nas proximidades de Berlim.[1] [2]O estadunidense Francis Rogallo participou de um programa pioneiro da NASA que pretendia criar um pára-quedas direcionável. Dos estudos que realizou, Rogallo criou uma aeronave que possuía uma estrutura metálica apoiada em um triciclo.

Os australianos John Dickenson, Bill Moyes e Bill Bennett foram os precursores da asa-delta na Austrália em 1969.

No Brasil, Luis Claudio Mattos é considerado o precursor.[3]

O recorde mundial de distância em linha reta alcançado por uma asa-delta é de 700,6 Km no Texas, EUA pelo piloto austríaco Manfred RUHMER.[4]

No Brasil, a maior distância percorrida por uma asa-delta foi de 452Km, pelo piloto gaúcho André Wolf, decolando da cidade de Quixadá no Ceará, quebrando o recorde anterior que era do brasiliense “Fernando DF” com 437Km, decolando da cidade de Patu no Rio Grande do Norte.

O Brasil foi campeão mundial de asa-delta por equipe em 1999 e continua sendo um dos países do mundo com maior nível técnico e de praticantes.

Os principais eventos e campeonatos de asa-delta estão listados no calendário da Federação Internacional de Aviação (FAI).[5]

Classes

Existem duas categorias de asa deltas controladas manualmente.

  • Asa flexível com controle através do deslocamento de peso do piloto. Subdivididas em: asas com King Post, asas sem King Post (com mais performance).
  • Asa rígida com controle através de alterações aerodinâmicas feitas por spoilers acionados pelo piloto.
 
 
Parapente
 
Parapente
Por: Tatu na Trilha Ecoturismo

O parapente (paraglider em inglês) é semelhante a um paraquedas pois também tem uma estrutura flexível e o utilizador está suspensos. O voo de parapente é uma modalidade de voo livre que pode ser praticado tanto para recreação quanto para competição onde é considerado esporte radical.

Enquanto que o paraquedista se limita “passivamente” a diminuir os riscos de uma aterragem violenta, o parapentista tem um voo dinâmico, onde o piloto controla sua não só a 100% a sua descida como em circunstâncias favoráveis de correntes de ar ascendentes pode manter-se a voar por períodos longos além de poder escolher a direcção para onde quer ir.

Denomina-ser paramotor o parapente no qual um motor é empregado para propelir o piloto.

Histórico

A história do parapente começa em 1965 com a velasa (sailwing em inglês) criada por Dave Barish que chamou de slope soaring (voo de talude) a prática de voo com esta vela. Paralelamente Domina Jalbert inventa um paraquedas cujo velame é composto por células, para gerar o efeito asa de avião. Este paraquedas com dorso e intra-dorso, separados pelas células, foi o ancestral dos atuais paraquedas, parapentes e kites (as velas do kitesurf).

A razão

O parapente foi criado no Parachute Club d’Annemasse (França), em 1978 para servir de treino aos paraquedistas na precisão na aterrissagem sem necessitarem de utilizar um avião.

Em 1980 foi aí criado o primeiro estágio de vol de pente (voo de encosta) e três anos mais tarde o nome muda para papapente. Em 1985 é reconhecido como desporto pela “Fédération Française de Vol à Voile” [1].

Desde então passaram a evoluir separadamente e atualmente a diferença mais importante entre paraquedas e parapente é em relação ao chamado L/D (em inglês, Lift and Drag), ou coeficiente de planeio, que significa a distância horizontal que se pode atingir quando se parte de uma certa altura. Por exemplo: com um parapente de L/D 7, se a decolagem é feita de uma altura de 1 km, atinge-se 7 km de distância horizontal. Nos parapentes básicos atuais os L/Ds são superiores a 9, já os L/Ds dos paraquedas são muito inferiores a este valor. Os parapentes de competição já possuem L/D maior que 11.

Construção

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É feito de materiais como o nylon e o poliéster não porosos e impermeabilizados, para que o ar que entra não saia através do tecido, mantendo assim a pressão interna e o velame inflado. Quanto mais horas de voo e exposição ao Sol, mais desgastado fica o velame, causando a perda da impermeabilidade e aumentando a porosidade, tendo assim uma diminuição da performance.

O velame varia de tamanho de acordo com o peso do piloto mais o equipamento, e para voos duplos a área da vela pode aumentar em até 50% o seu tamanho.

Designações

Células

Os gomos do parapente e variam de quantidade de um modelo para outro diferenciando assim a performance.

Extradorso

A parte de cima do velame ou seja as costas.

Intradorso

A parte de baixo do velame ou seja a barriga onde se prendem as fileiras de linhas.

Estabilizador

A ponta do velame e visa a estabilidade em torno do eixo vertical, faz também que o parapente aproe para o vento e funciona impedindo a passagem de parte do ar do intradorso que tem pressão maior, passe para o extradorso que tem pressão menor diminuindo assim o aumento do arrasto causado pelo turbilhonamento da ponta da asa.

Bordo de ataque

A parte da frente das células do velame onde se encontram as aberturas por onde o ar entra.

Bordo de fuga

A parte de traz do velame que é costurada para o ar não sair e onde as linhas do freio atuam para que se possa fazer as curvas, através da deformação de um dos lados ou diminuir a velocidade atuando dos dois lados simultaneamente.

Freios

A união dos batoques e linhas usadas para frear e direcionar o parapente, usado para aumentar a sustentação na decolagem, e no pouso para amortecer a chegada. O freio é muito importante pois através dele é que sentimos a variação de pressão do velame e em voos turbulentos é necessária uma pilotagem ativa aumentando e diminuindo a tensão na linha de freio para compensar a variação de pressão.

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 Montanhismo
 
Montanhismo
Por: Paulo Machado Jr
 

Montanhismo ou Alpinismo é a prática de subir montanhas através de caminhada ou escalada. É considerado um esporte de aventura e se encontra ligado ao turismo ecológico. O berço do montanhismo, como é conhecido, é a cordilheira dos Alpes, na Europa, pelo que o termo alpinismo se popularizou como sinônimo de montanhismo, mas, a rigor, aplica-se apenas ao montanhismo praticado nos Alpes.

História

As montanhas sempre fizeram parte da história humana por se tratarem de obstáculos a serem transpostos por nossos antepassados em suas viagens exploratórias e migratórias. Em 1492, Antoine de Ville escalou o Monte Aiguille, na França, apesar das inúmeras superstições existentes a respeito de seu cume. Em 1744 ocorre a chegada ao cume, que é chamada pelos montanhistas de conquista, do Monte Titlis, em 1770 a do Monte Buet e em 1779 o Monte Velan também é conquistado. Entretanto, é considerado como o marco do alpinismo moderno a data de 8 de agosto de 1786, quando dois franceses, o médico Michel Paccard e o garimpeiro Jacques Balmat venceram os 4810 metros do Mont Blanc (Monte Branco), na Europa, motivados por um prêmio oferecido por Horace-Bénédict de Saussure – considerado o fundador do Alpinismo.

No fim do século XIX e início do século XX ocorreu uma verdadeira corrida a conquistas de montanhas até então inexploradas. Assim, em 1868, os ingleses conquistaram os principais picos do Cáucaso. O Chimborazo (6.267) foi vencido em 1880, o Aconcágua (6959m) em 1897, ambos nos Andes. Em 1889 foi conquistado o Kilimanjaro (5895 m), na África e o Monte McKinley (6194 m) no Alasca em 1913. O Monte Everest, ponto culminante do planeta, com 8848 metros, situado na Cordilheira do Himalaia na Ásia, foi finalmente conquistado pelo neozelandês Edmund Hillary e pelo sherpa Tenzing Norgay em 1953.

Técnicas de progressão

As técnicas de progressão são em princípio mais utilizadas na escalada mas podem ser utilizadas em zonas menos abruptas

Primeiro

O primeiro alpinista, o que abre a via, sobe a parede e a cada ponto estratégico coloca um ponto de segurança (mosquetão + argola) para fazer passas a sua própria corda, operação a que se chama mosquetágem. Le premier de cordée [1] continua essas operações até atingir o ponte “relais” onde muda de posição. Este posto é delicado porque o “primeiro” ao subir deve prever o melhor, o mais fácil percurso para a continuação da ascensão, mas se caí fará uma queda ligeiramente superior a duas vezes a distância do último ponto de “mosquetágem” (devido á elasticidade da corda).

Segundo

O primeiro prende-se e assegura a ascensão do segundo que deve recuperar o material posto pelo primeiro. Chegado ao ponto de encontro, mudam de posição, unicamente se o segundo tem capacidade para ser “o primeiro”.

MoulinetteTop-rope

“Top-rope”

Estes termos, respectivamente em Francês e em Inglês, referem-se a uma técnica que consiste em assegurar a sua ascensão por uma corda que passa por um mosquetão deixado pelo que abriu a via e tornou a descer [2].

Flutuação
 
Flutuação
Por: Haroldo Palo Jr
Mergulho
 
Mergulho
Por: Ary Amarante
 
Kitesurf
 
Kitesurf
Por: Renata Cardozo

Kitesurf, kiteboarding ou mesmo flysurf é um desporto aquático que utiliza uma pipa (também conhecida como papagaio) e uma prancha com uma estrutura de suporte para os pés. A pessoa, com a pipa presa à cintura, coloca-se em cima da prancha e, sobre a água, é impulsionada pelo vento que atinge pipa. Ao controlá-lo, através de uma barra, consegue-se escolher o trajeto e realizar saltos incríveis. Este esporte, relativamente recente, encontra-se de momento com grande popularidade e uma prática crescente no Brasil, em Portugal e no mundo.

O kitesurf foi inventado em 1985 por dois irmãos franceses: Bruno e Dominique Legaignoux mas apenas atingiu alguma popularidade em meados da década de 1990.

O nome resulta da junção de duas palavras inglesas: “Kite“, que significa pipa (papagaio em Portugal) e “Surf“, do verbo inglês “to surf“, que significa “navegar”.

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